Morrer

Foram tantas vezes que morri

Com a alma inundada

Num oceano de lágrimas

Dilacerada em amarguras

 

Pensei que havia superado

Pois tu havias me tornado

Uma nova mulher!

 

Tudo que era um sonho bonito

Em sombras se transformou

Apagando luzes de estrelas

E, no meu céu o caos se formou.

 

Uma força indescritível

Amparou-me em seus braços

Antes que ao solo chegasse,

Um corpo esmorecido, cansado.

Dos enganos e vicissitudes

 

O aconchego revigorou

Minhas forças vitalizaram

Ao recobrar os sentidos.

 

Vi um rosto brando

Resplandecente de amor

De sorriso perfumado,

No aroma da mais rica flor,

 

Sua tez reluzindo em luzes,

De olhos com brilhos de sóis

Perguntei-lhe:

Quem és tu?

Num sorriso doce respondeu:

 

Sou tua mãe verdadeira

E também mãe de Jesus.

 

 

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